|
|

|
Uma das atividades agrícolas mais
desumanas é a pulverização de lavouras com o uso
de aviões agrícolas. Há a necessidade de uma ou
pessoas sinalizarem as linhas por onde o avião
deverá passar e, estas, pessoas geralmente levam
um arrepiante banho de
agrotóxicos. | Este mal
desnecessário chamado agrotóxico tem, a saber, uma
história muito interesante que não é contada com a mesma
intensidade que o marketing que envolve sua aplicação e
venda .
A história original
destes tipos de substâncias é bastante curiosa. Elas
originalmente foram desenvolvidas para serem usadas como
armas químicas; nos anos das guerras mundiais,
elaboradas, portanto, com a finalidade de matar. Foram
os alemães os primeiros a inventarem a arma química, que
hoje é chamada ardilosamente de defensivo agrícola.
Sabe-se, por isso, que os grandes produtores mundiais de
agrotóxicos sã empresas multinacionais alemãs. Este
mercado também é dividido por empresas francesas e
americana, que dividem um lucrativo mercado
internacional de veneno, que gera milhões de dólares por
ano aos seus fabricantes e acionistas
.
Mesmo causando vítimas
na agricultura com sua "dose diária aceitável" a arma
química, hoje denominada de defensivo, como dito, e
aproveitada secundariamente para este fim após as
guerras mundiais, continua sendo um elemento bastante
cobiçado por militares do mundo
inteiro.
Não é errado
afirmar que agrotóxico foi concebido para matar
; pois extermina insetos e vegetais e tem o mesmo
poder de matar também o Homem se este for o alvo; é só
uma questão de intensidade e
finalidade.
É preciso
que todos na sociedade estejam atentos, pois sinônimos
como desfolhante agroindustrial, capina-química,
praguicida ou herbicida urbano são na verdade maneiras
ardilosas para aplicação de veneno no meio ambiente, que
se por sorte ou destino não causarem um mal agudo,
certamente crônico causarão; inclusive incorporando-se a
cadeia alimentar, podendo desta forma chegar ao homem
por via indireta. Há que se considerar neste contexto, a
grande quantidade de agrotóxicos usada hoje
em nossas lavouras hortifrutigranjeiras, que vem a
ser a base de noso alimento do dia-a-dia .
O agricultor e o
produtor rural são a vítimas diretas deste tipo de
camorra . Segundo dados da Secretaria de Agricultura
e Abastecimento do Estado de São Paulo, pelo menos
1 em cada 200 agricultores naquele Estado já
esteve internado por problemas graves de exposição a
algum tipo de agrotóxico. Outro dado revela, que somente
no Brasil, as vendas anuais de agrotóxicos ultrapasam em
média a marca de 1 milhão e 700 mil dólares, e que de
todo agrotóxico consumido nos países chados de Terceiro
Mundo, 1/5 deles é consumido aqui no Brasil, sendo os
países africanos os mais afetados pelo
problema.
Uma vergonha;
que só beneficia diretamente quem produz e comercializa
estas substâncias químicas, pois até nos ambientes
laborais, os trabalhadores ficam expostos a este tipo de
risco ocupacional.
Os agrotóxicos entram no organismo pela pele, pelo nariz
ou pela boca. Quem estiver manipulando agrotóxico, tem
tem que se previnir adequadamente com o uso de EPIs
(Equipamentos de\Proteção Individuasl) adequados, que sã
no mínimo:
|

|
-
Máscara com filtro
- Óculos para
produtos químicos
- Luvas de plástico,
comprida
- Avental de plástico
-
Botas de
borracha | Para
o uso destes equipamentos, o trabalhador deve receber
treinamento específico de seu empregador,
visando usá-los adequadamente higienizá-los e
conservá-los.Além disto, treinamento de primeiros
socorros com substâncias químicas, deve ser estabelecido
periodicamente. Várias substâncias do grupo dos
agrotóxicos são cancerígenas e mutagênicas, portanto,
mulheres grávidas devem ser afastadas do trabalho com as
mesmas .
A classe
toxicológica das substâncias químicas também deve ser
observada conforme normalização vigente. Ela vem em
forma de faixas coloridas na embalagem e é sempre bom
advertir que, mesmo sendo um pouco tóxico, ela continua
sendo uma substância venenosa de qualquer maneira ( Veja
o quadro abaixo da classe toxicológica das substâncias
químicas )
.

Sidney
Grippi Pós-graduado em Engenharia de meio
ambiente pela Escola de Engenharia da
UFRJ
Fonte:
Revista
CIPA
|