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O ruído produzido pelo motor pode provocar perda auditivo.
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Há diversos estudos
relatando as péssimas condiçòes ocupacionais dos
transportadores de cargas e os prejuízos à
saúde trazidos por maus hábitos alimentares,
decorrentes, na maioria dos casos da pressão por
entrega de cargas em um tempo predeterminado
. Um estudo inédito feito pelo Departamento
de Toxicologia da USP em parceria com o Ministério
dos Transportes revela, baseado em uma projeção,
que entre 40 mil caminhoneiros cerca de 1.400
utilizam anfetaminas, maconha e cocaína para
ficarem alerta durante viagens que duram até
trinta horas
ininterruptas. Segundo o Sindicato dos
Motoristas de Caminhões de Cargas (Sindicargas) - que
tem 20.300 associados em São Paulo - a média da carga
horária da categoria oscila entre dezessete e vinte
horas. Pesquisadores colheram
amostras de urina de 113 motoristas voluntários para
exame. O grupo que mais chamou a atenção foi o de
usuários de anfetaminas, seguidos por usuários de
maconha e de cocaína. Apelidadas de "bolinhas ou
arrebite" pelos motoristas, as anfetaminas ou
estimulantes quase sempre são combinadas a doses de
conhaque, o que produz um efeito devastador no
organismo. Em um primeiro estágio, a substância
femproporex, presente em vários medicamentos vendidos no
Brasil, atua no sistema nervoso central, diminuindo a
sensação de fadiga e sono. Esses sintomas considerados
como "positivos" pelos usuários provocam taquicardia e
alterações cardiovasculares. As piores reações, porém,
acontecem quando os efeitos da droga
cessam:
A pessoa passa a sentir uma depressão profunda e uma
vontade incontrolável de dormir. O sono repentino pode ser
precedido de alucinações quando a anfetamina é
usada por vários meses seguidos - explica o
coordenador da pesquisa, Ovandir
Silva. A obrigação de manter-se
acordado por longas horas é regra, afirma o presidente
do Sindicargas, José Carlos Sena. Ele denuncia que leis
cruéis do mercado transformam os motoristas em "zumbis"
que trabalham a beira do esgotamento físico e
mental. |